Mundo
Boletim clínico. Papa continua a melhorar mas viagem a Assis é cancelada
A equipa médica que acompanha o sumo pontífice da Igreja Católica havia já revelado, esta semana, que não seria necessário qualquer tratamento adicional na sequência da cirurgia para remoção de um nódulo cancerígeno.
Um recente exame torácico confirma que o Papa está a recuperar bem e ao encontro das expectativas dos médicos, na sequência da cirurgia oncológica a que foi submetido. É o que indica a atualização sobre o estado de Leão XIV divulgada esta sexta-feira pela sua equipa clínica, citada pela agência Reuters.
O Vaticano adianta, ainda assim, que o Papa não fará a viagem a Assis, no centro de Itália, que estava prevista para a próxima terça-feira. O cancelamento fica a dever-se aos riscos inerentes a deslocações de helicóptero.
"Para facilitar a sua recuperação após a cirurgia torácica a que foi submetido na última terça-feira - e em conformidade com a orientação médica -, o Papa Leão XIV não poderá comparecer ao encontro Paz sem armas e que desarma, em Assis, no dia 27 de outubro", lê-se em nota da Santa Sé."O evento marca o 40.º aniversário do Dia Mundial de Oração pela Paz, convocado originalmente por São João Paulo II".
"O Papa Leão enviará uma mensagem expressando a sua proximidade aos organizadores, aos líderes e representantes de diversas denominações cristãs e de outras religiões, bem como a todos os presentes. Ele permanece firmemente convicto de que o Espírito de Assis - caracterizado pelo diálogo e pela busca de palavras e gestos de paz - constitui um recurso vital nestes tempos de conflito", completa.
Leão XIV, de 71 anos, foi submetido, a 13 de outubro, a uma remoção do lobo inferior do pulmão direito depois de os médicos terem identificado um nódulo suspeito de ser cancerígeno. Os médicos confirmaram tratar-se de um adenocarcinoma - o tipo mais comum de cancro do pulmão.
Na passada quarta-feira, os médicos do Papa haviam indicado que este não necessitaria de tratamentos adicionais pós-cirurgia, dado que não foram encontrados sinais de disseminação do tumor.
Exames histológicos e análises de biologia molecular do tecido extirpado vieram confirmar o diagnóstico de adenocarcinoma, doença que permaneceu localizada, segundo os médicos, citados em comunicado da Santa Sé.“Uma avaliação oncológica posterior confirmou que não é necessário nenhum tratamento adicional”, declararam o cirurgião-chefe do Papa, Stefano Margaritora, e o médico pessoal, Luigi Carbone.
Leão XIV teve alta do Hospital Gemelli, em Roma, no passado sábado e falou no dia seguinte diante da Praça de São Pedro. Na quarta-feira realizou a audiência semanal com os peregrinos.
Em dúvida está ainda a realização da viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, agendada para o período de 6 a 17 de novembro.
Stefano Margaritora afirmou, na semana passada, que não se verificavam “motivos clínicos” que impedissem o Papa de viajar até à América do Sul. Mas o secretário de Estado do Vaticano veio entretanto explicar que o Leão XIV poderá ter de redefinir a agenda em virtude da recuperação.
c/ agências
O Vaticano adianta, ainda assim, que o Papa não fará a viagem a Assis, no centro de Itália, que estava prevista para a próxima terça-feira. O cancelamento fica a dever-se aos riscos inerentes a deslocações de helicóptero.
"Para facilitar a sua recuperação após a cirurgia torácica a que foi submetido na última terça-feira - e em conformidade com a orientação médica -, o Papa Leão XIV não poderá comparecer ao encontro Paz sem armas e que desarma, em Assis, no dia 27 de outubro", lê-se em nota da Santa Sé."O evento marca o 40.º aniversário do Dia Mundial de Oração pela Paz, convocado originalmente por São João Paulo II".
"O Papa Leão enviará uma mensagem expressando a sua proximidade aos organizadores, aos líderes e representantes de diversas denominações cristãs e de outras religiões, bem como a todos os presentes. Ele permanece firmemente convicto de que o Espírito de Assis - caracterizado pelo diálogo e pela busca de palavras e gestos de paz - constitui um recurso vital nestes tempos de conflito", completa.
Leão XIV, de 71 anos, foi submetido, a 13 de outubro, a uma remoção do lobo inferior do pulmão direito depois de os médicos terem identificado um nódulo suspeito de ser cancerígeno. Os médicos confirmaram tratar-se de um adenocarcinoma - o tipo mais comum de cancro do pulmão.
Na passada quarta-feira, os médicos do Papa haviam indicado que este não necessitaria de tratamentos adicionais pós-cirurgia, dado que não foram encontrados sinais de disseminação do tumor.
Exames histológicos e análises de biologia molecular do tecido extirpado vieram confirmar o diagnóstico de adenocarcinoma, doença que permaneceu localizada, segundo os médicos, citados em comunicado da Santa Sé.“Uma avaliação oncológica posterior confirmou que não é necessário nenhum tratamento adicional”, declararam o cirurgião-chefe do Papa, Stefano Margaritora, e o médico pessoal, Luigi Carbone.
Leão XIV teve alta do Hospital Gemelli, em Roma, no passado sábado e falou no dia seguinte diante da Praça de São Pedro. Na quarta-feira realizou a audiência semanal com os peregrinos.
Em dúvida está ainda a realização da viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, agendada para o período de 6 a 17 de novembro.
Stefano Margaritora afirmou, na semana passada, que não se verificavam “motivos clínicos” que impedissem o Papa de viajar até à América do Sul. Mas o secretário de Estado do Vaticano veio entretanto explicar que o Leão XIV poderá ter de redefinir a agenda em virtude da recuperação.
c/ agências