Boletim clínico. Papa continua a melhorar mas viagem a Assis é cancelada

Boletim clínico. Papa continua a melhorar mas viagem a Assis é cancelada

A equipa médica que acompanha o sumo pontífice da Igreja Católica havia já revelado, esta semana, que não seria necessário qualquer tratamento adicional na sequência da cirurgia para remoção de um nódulo cancerígeno.

Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa
A conselho médico, o Papa não irá viajar, na próxima semana, para Assis | Yara Nardi - Reuters

Um recente exame torácico confirma que o Papa está a recuperar bem e ao encontro das expectativas dos médicos, na sequência da cirurgia oncológica a que foi submetido. É o que indica a atualização sobre o estado de Leão XIV divulgada esta sexta-feira pela sua equipa clínica, citada pela agência Reuters.

O Vaticano adianta, ainda assim, que o Papa não fará a viagem a Assis, no centro de Itália, que estava prevista para a próxima terça-feira. O cancelamento fica a dever-se aos riscos inerentes a deslocações de helicóptero.

"Para facilitar a sua recuperação após a cirurgia torácica a que foi submetido na última terça-feira - e em conformidade com a orientação médica -, o Papa Leão XIV não poderá comparecer ao encontro Paz sem armas e que desarma, em Assis, no dia 27 de outubro", lê-se em nota da Santa Sé."O evento marca o 40.º aniversário do Dia Mundial de Oração pela Paz, convocado originalmente por São João Paulo II".
"O Papa Leão enviará uma mensagem expressando a sua proximidade aos organizadores, aos líderes e representantes de diversas denominações cristãs e de outras religiões, bem como a todos os presentes. Ele permanece firmemente convicto de que o Espírito de Assis - caracterizado pelo diálogo e pela busca de palavras e gestos de paz - constitui um recurso vital nestes tempos de conflito", completa.
Leão XIV, de 71 anos, foi submetido, a 13 de outubro, a uma remoção do lobo inferior do pulmão direito depois de os médicos terem identificado um nódulo suspeito de ser cancerígeno. Os médicos confirmaram tratar-se de um adenocarcinoma - o tipo mais comum de cancro do pulmão.

Na passada quarta-feira, os médicos do Papa haviam indicado que este não necessitaria de tratamentos adicionais pós-cirurgia, dado que não foram encontrados sinais de disseminação do tumor.

Exames histológicos e análises de biologia molecular do tecido extirpado vieram confirmar o diagnóstico de adenocarcinoma, doença que permaneceu localizada, segundo os médicos, citados em comunicado da Santa Sé.“Uma avaliação oncológica posterior confirmou que não é necessário nenhum tratamento adicional”, declararam o cirurgião-chefe do Papa, Stefano Margaritora, e o médico pessoal, Luigi Carbone.

Leão XIV teve alta do Hospital Gemelli, em Roma, no passado sábado e falou no dia seguinte diante da Praça de São Pedro. Na quarta-feira realizou a audiência semanal com os peregrinos.

Em dúvida está ainda a realização da viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, agendada para o período de 6 a 17 de novembro.

Stefano Margaritora afirmou, na semana passada, que não se verificavam “motivos clínicos” que impedissem o Papa de viajar até à América do Sul. Mas o secretário de Estado do Vaticano veio entretanto explicar que o Leão XIV poderá ter de redefinir a agenda em virtude da recuperação.

c/ agências
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